Uma oportunidade para reflexão e diálogo sobre as Relações Humanas.
 

Através de uma linguagem própria e práticas vivenciais essa proposta de trabalho visa repensar de forma mais consciente, integrada a Convivência Humana.
 

Representação, Distribuição e Desenvolvimento de Oficinas com os Jogos Cooperativos de Tabuleiro: LUGAR BONITO e JOGO DA CARTA DA TERRA.
 

Pra que?

 

Paradoxalmente vivemos num mundo onde apesar do boom das redes sociais, dos milhares de “amigos” na internet; do rápido acesso ao “outro”; das tecnologias eletrônicas mirabolantes, acabamos por nos iludir com a experiência viva dos VERDADEIROS ENCONTROS.

 

É fato comprovado de que muitos de nós, “nativos” ou “imigrantes” da era digital, estamos desaprendendo a conversar e dialogar uns com os outros. Muitas conversas estabelecidas no mundo virtual esbarram na superficialidade e ficam, por várias vezes, reduzidas a duas ou três frases de perguntas evasivas, sem profundidade e lamentavelmente sem respostas efetivas.
 

Numa sociedade onde a quantidade de “seguidores” passou a ser bem mais importante que a qualidade, empresas e pessoas carentes se satisfazem com seus números elevados e “dormem” tranqüilas!!!

 

Postamos muitas fotografias, falamos e mostramos muito de nós, mas no fundo dizemos pouco. Os focos reais das imagens adicionadas ainda são nebulosos e o que é Figura e o que é Fundo nos deixa confusos. Achamos rápido o nosso amigo de 10 anos atrás mas as portas da “Encontrabilidade” que aproximam os vizinhos de rua estão emperradas.
 

“Dialogo é um trabalho de atenção”, já dizia David Bohm. Ele explica que o dialogo está essencialmente ligado ao compartilhamento e não ao julgamento; acontece quando falamos algo para o outro e ele compreende de maneira mais ampla e não somente escuta; dialogar é colocar-se com a mente aberta. E quando temos oportunidade de vivenciar com atenção esse processo básico da vida humana??
 

O exercício de “Ouvir” e “Olhar” também têm sido escasso ou, pelo menos, raso nas nossas relações. Embora o ato seja praticado constantemente ele tem acontecido de forma desconectada da consciência, fazemos de modo automatizado, com o stand by ligado, distraídos com as piadinhas diárias das inúmeras indicações do YouTube.  Os sites de músicas grátis nunca foram tão acessados, mas parece-me que ainda sofremos de uma surdez crônica! Muitos de nós preferem manter seus ouvidos tapados com tantos fones high-tech.
 

Diante dessas práticas ludibriantes do nosso cotidiano e da falta de opções em exercitar sim, diariamente, a CONVIVENCIA consciente e restauradora COM O OUTRO torna-se, cada vez mais necessário, uma proposta de RELAÇÃO que contemple essa lacuna.
 

Baseada em autores contemporâneos da Psicologia, Sociologia, Antropologia e Educação em geral, essa abordagem oferece uma releitura das formas de conduta e interação entre os indivíduos e entre eles e a Natureza.
 

Longe de querer abominar a tecnologia, excluir a comunicação via internet ou até esconjurar os inegáveis benefícios que essa modernidade digital nos fornece, a intenção nesse trabalho é incluir nessas ferramentas um desenvolvimento e progresso mais efetivo. E nesse mergulho reflexivo alinhavar pensadores consagrados da Filosofia, que se propõem a ampliar a visão de Homem com suas reais necessidades, anseios e Verdades. 
 

Mesclando também conceitos e alguns enfoques do Psicodrama, Antroposofia, da Pedagogia da Cooperação e até da Física Quântica, a proposta do trabalho visa resgatar a Ética Cooperativa nas relações inter e Intra-pessoais como instrumento para a transformação e reconstrução de um Mundo Melhor para todos.

 

E quando o MÁGICO surge??!...
 

Quando a gente SE ENCONTRA DE VERDADE!
 

Pode até ser virtualmente - mais raro; mas não impossível - mas O MÁGICO gosta mesmo e BRILHA quando olhos se encontram, quando abraços aquecem, quando corpos se misturam, quando risadas são ouvidas e compartilhadas. E até quando lágrimas são enxugadas juntas, quando suspiros e pequenas paradas respiratórias nos surpreendem!
 

A partir daí não há mais como explicar...
 

O brilho do ENCONTRO invade nosso Ser por completo e a NOSSA LUZ em conjunto ultrapassa a VELOCIDADE da nossa limitada razão!
 

Entra-se num ritmo “Como-Um”, em compasso e uma MAGICA se concretiza!
 

Há de se dar mais chances para que isso ocorra!

Sem explicações, pois afinal não viemos aqui nesse mundo para buscar informações e sim EMOÇÔES... SUBLIMES!

Não podemos mais perder tempo com distâncias físicas, psicológicas, emocionais! E continuar a só nos ocuparmos em encurtar distâncias através da conexão digital. Ela é boa, ótima! E em muitos casos, a única possibilidade de ENCONTRO. É válida, mas ao mesmo tempo é traiçoeira! Não podemos nos acomodar e estacionar nela.

 

O entusiasmo que é ingrediente tão mágico nos empreendimentos bem sucedidos não é fruto da razão e se o renomado cientista Humberto Maturana pode assegurar que não é ela – a razão - que nos leva à ação, e, sim, a EMOÇÃO, inevitável se torna o extremo cuidado que devemos ter com nosso lado emotivo.

 

Aprofundando o tema, esse sábio biólogo afirma que a emoção fundamental que torna possível a história da evolução humana é o Amor. Esse sentimento básico é a emoção fundante das relações sociais. E nada mais gratificante e mágico do que vibrar com a experiência do verdadeiro AMOR, da COMPAIXÃO.

 

Através dessa “lente” podemos ver a gente mesmo no outro e perceber concomitantemente o OUTRO em nós. Descobrimos a simplicidade dos atos, e grandeza dos Encontros, a riqueza das uniões, a gentileza e a solidariedade alimentando as tramas humanas, o sutil percorrendo nossa auto-estima e a vontade de SER. Assim nos reconhecemos como verdadeiros privilegiados vivendo nesse planeta Terra.

 

Precisamos rapidamente rever conceitos enraizados que nos aprisionam e nos afastam uns dos outros, devemos ousar novas premissas, criar novos paradigmas, largar de vez valores ultrapassados para nos alinharmos naqueles essencialmente importantes. E para isso é preciso coragem e estratégia coletiva na elaboração de planos e ações propositivas para soluções pacíficas dos nossos conflitos, é fundamental saber formatar novas perguntas, e as certas, já que as respostas que temos encontrado andam lá tão inexpressivas.

 

Por fim, é necessário para evolução da raça humana que todos nós busquemos formas mais acolhedoras e inclusivas entre os Seres de modo a respeitar e reverenciar a Convivência Humana. Apreciando, amadurecendo e agradecendo a nossa sagrada interdependência podemos nos tornar mais confiantes uns com os outros, mais solidários e de forma mais lúcida e legitima colaborar para a reconstrução da Paz no Planeta.